Setembro Amarelo - Palestra "Prevenção ao Suicídio" - Dra. Karina Fukumitsu - 17set21 - Cajamar


Setembro Amarelo / Preciso de ajuda!

 

Dra. Karina Fukumitsu apresentou uma palestra na Prefeitura de Cajamar sobre a necessidade de ajudar pessoas com vontade de se suicidar e com comportamentos autodestrutivos.

Ela começou falando sobre problemas que teve em sua adolescência e como pessoa adulta. Teve que conviver com a mãe que apresentou este distúrbio e teve um problema cerebral que a fez perder os movimentos. Falamos isso em uma frase, mas para viver é uma vida de muito sofrimento.

A partir daí ela assumiu a necessidade de ajudar as pessoas a lidarem com a vontade de se suicidar e com comportamentos autodestrutivos.

Ela ressaltou que a vontade de se suicidar ou os comportamentos autodestrutivos decorrem de uma dor que a pessoa sente diante de situações adversas insuportáveis.

É preciso ajudar estas pessoas e é interessante o que ela fala sobre os salva-vidas cujo nome mudou para guarda-vidas. E pessoas como ela, Karina, têm um papel semelhante com as pessoas que querem se suicidar ou que têm comportamentos autodestrutivos.

Ressignificar nossa dor e sofrimento. Você pode se dar uma chance. Toda situação é passível de acolhimento. As pessoas se importam, conseguem ser trazidas para dentro de alguém. Transcendência – ir além de seu sofrimento. “Eu lidei com a situação”.

Acolhimento, cuidado, você ser capaz de se apropriar de sua história. Acreditar que se tem vida, tem jeito, generosidade, afeto, acolhimento. Nós não nascemos nos autodestruindo. O contrário da morte é o nascimento.

As pessoas com vontade de se suicidar e com comportamentos autodestrutivos precisam ter acolhimento e cuidados.

Karina fala também das pessoas terem consciência dos problemas que enfrentam e saberem que eles poderão ser enfrentados e superados e que elas serão capazes de fazer isso.

Ela alerta para o fato de que as pessoas têm expectativas em relação ao que deve acontecer na vida delas. Quando estas expectativas não são atendidas, as pessoas começam a ter pensamentos que vão de negativos a catastróficos e que parecem que vão durar para sempre.

Lidar com a ideia de suicídio ou pensamentos autodestrutivos é fazer as pessoas acreditarem que elas têm capacidade para lidar com estas situações e superá-las. O pensamento criativo que todo ser humano é capaz de ter é fundamental e ela desenvolve na palestra o conceito de “morrência”, que seria a incapacidade da pessoa em admitir que está vivendo uma situação de frustração de suas expectativas e não ser capaz de superá-las.

Karina insiste que as pessoas precisam acreditar em si. Serem capazes de dar respostas diante de situações inesperadas. Faz dois comentários importantes:

Diante de uma situação, ou eu me paraliso ou eu fujo ou eu enfrento. E temos que acreditar que somos capazes de enfrentar e se necessário receber ajuda para isso.

Uma citação de Nietzsche – “Aquilo que não nos mata, nos fortalece”. O comportamento autodestrutivo é repetitivo. Se a pessoa tiver sofrimento existencial, tem que pedir ajuda. As pessoas que têm intenção de suicídio ou comportamentos autodestrutivos devem saber onde procurar ajuda e como. Exemplo: ela alerta para o fato de que a Prefeitura de Cajamar tem estrutura para fazer isso.

 

Nosso comentário:

Gostaríamos de fazer uma referência a três conceitos fundamentais que Karina cita em sua palestra.

Impotência, falta de sentido e busca interna de explicações.

Em nossos dois livros falamos exatamente sobre a necessidade que todo ser humano deve procurar: encontrar significado em suas vidas, cultivar emoções positivas estimulando pensamento criativo, buscar engajamento em atividades, certa complexidade para as quais tenha as habilidades necessárias, buscar relacionamentos positivos, buscar realização.

Abordamos isto em detalhe em nosso primeiro livro “Em busca de Significado” onde em complemento aos itens citados falamos sobre a importância do ser humano buscar uma vida que vale a pena através da prática do amor, do trabalho como missão e de busca de algo maior do que si mesmo.

Queremos parabenizar Karina pela capacidade de abordar uma questão tão importante com tanta profundidade e empatia.

 

 


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